Amanaiê

Amanaiê

Presidente Obama e as redes sociais

No meu blog pessoal, havia comentado meses atrás, sobre a utilização esperta que a campanha do presidente eleito americano fez do Twitter. Tempos depois, começaram a surgir reportagens apontando que uma das razões para a enorme arrecadação feita pela candidatura democrata foi a mobilização de redes sociais para identificar milhares de doadores que pudessem dispor de pequenas quantias, ao contrário do modelo tradicional, onde os partidos buscam poucos doadores com cheques gordos.

A minha dúvida, na época, era se, caso Barack Obama fosse eleito este envolvimento criado se manteria. A resposta, eu ainda não sei, mas já aparecem indícios que sim. Na Folha de S. Paulo de hoje, uma reportagem falando sobre como está sendo esta relação hoje, com o candidato já eleito. Mensagens via sms encaminhadas para sua base de eleitores, antes de seu primeiro discurso de posse. Mensagens enviadas através de seu perfil no Facebook. Um site de transição bem bolado e feito. Hoje, discurso colocado no Youtube.

Além destas ações, o conteúdo - a mensagem continua forte: “We can” virou “We did it”. No sms para seus eleitores, dizia-se “Nós fizemos história”. Todas estas mensagens são assinadas por “Barack”, o que reforça ainda mais o vínculo existente entre o presidente eleito e seus eleitores.

Independente de questões políticas, o que vale ressaltar é que, ao que parece, o presidente eleito e seu staff chegou à conclusão óbvia - o poder das redes sociais é enorme e envolver-se com ela é um caminho sem volta.

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Por Maurício Gaia
17 de November de 08

Jimmy Wales

Jimmy Wales, criador da Wikipedia, esteve no Brasil para uma série de compromissos. Um deles foi no dia 10/11, no Centro Cultural São Paulo, onde teve um debate sobre produção colaborativa de conhecimentos livres.

O evento foi organizado pelo WikiBrasil e teve vários convidados, entre eles  Gilson Schwarcz e Ladislau Dowbor. Pena que o debate não foi muito proveitoso. Com muita gente no palco e todos querendo falar demais para uma platéia que estava lá justamente para ouvir quem pôde abrir menos a boca, o próprio Wales.

Além disto, a discussão se perdeu: ao invés de falar justamente sobre produção colaborativa, a platéia (impaciente) teve que ouvir um embate entre o conhecimento acadêmico versus a wikipedia. Como se uma pudesse se antagonizar à outra, quando não é verdade, nem os objetivos de um trabalho como a Wikipedia.

O que se seguiu, infelizmente foi um espetáculo meio deprimente, onde alguns dos debatedores mais exaltados tentavam impor sua opinião aos gritos e cerceando o direito do “inimigo” de falar. Isto com algumas pessoas na platéia aderindo ao figurino torcida organizada de estádio, com gritos, vaias e comentários fora de propósito.

Mas não, não foi uma perda de tempo. Justamente porque nosso nobre Fugita (para onde vai o Fugita, afinal?) resolveu, no meio do debate twittar uma mensagem para Wales, convidando-o para uma cerveja pós-evento “with brazilians bloggers & twitters”. E não é que o cara respondeu durante o próprio evento e topou o negócio?

Num boteco pé-sujo, em frente ao Centro Cultural, sem palco, sem luzes, sem microfone, com cervejas, batatas fritas e saladas, a conversa fluiu de uma maneira muito mais descontraída, horizontal e produtiva.

Se você quiser ver o debate na íntegra, clique aqui.

Se você quiser ver as fotos do encontro no boteco, vá aqui.

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Por Maurício Gaia
17 de November de 08

Como as Redes Sociais vão impactar a linguagem e a sociedade?

Acabei de escrever um artigo no prati.ca discutindo um pouco a maneira como tanto as crianças de um lado como os “tios” do outro estão transformando a linguagem para se relacionarem na internet:
Linguagem como massa de modelar / comofas.

Gostaria de complementar aqui um pouco o que estou pensando lá, levantando a questão dos widgets e das redes sociais.

danah boyd disse no Digital Age 2.0, neste ano que o comportamento natural dos adolescentes nas redes sociais é mais o de entrar em contato com os amigos de maneira um pouco mais “vazia” do que a de conversar sobre assuntos mais profundos, naturalmente. Chegando a ser bem comum diálogos assim:

- Oi

- Oi

- E aí, blz?

- Blz, e vc?

- Blz

- legal

- :)

- Falow

- T+

Alguns widgets facilitam hoje este tipo de contato “vazio”, como por exemplo o body poke, que tem sido um enorme sucesso no orkut. Faço questão de deixar a palavra vazio entre aspas aqui porque sem dúvida esses diálogos estão carregados de sentimentos e significados muito importantes para as pessoas que estão conversando.

Não ter assunto, para eles, não é motivo para não conversar, porque o mais importante é estar em contato com o amigo, não o assunto que se conversa com ele.

O que me intriga é pensar que, obviamente, essas crianças vão crescer e estudar e aprender mais e se interessar por conteúdos mais elaborados… Neste ponto será bem interessante observar as novas maneiras como eles vão se comunicar.

Widgets um pouco mais elaborados poderão ser usados em redes sociais para promover conversas mais profundas, talvez até aproveitando a inteligência coletiva e os efeitos de rede para modificar a sociedade de maneira mais impactante, como em discussões sobre leis, vigilância do executivo, análises sobre a conjuntura política e econômica e até talvez questões mais de fundo como psicologia e filosofia.

Acredito que não seja demais pensar que as redes sociais terão um impacto no futuro muito maior na sociedade do que elas têm hoje.

Veremos ;)

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Por Gilberto Jr
1 de November de 08

A verdade está lá fora

Final de semana passado rolou o iMasters InterCon, que reuniu muita gente boa, tanto no palco, como na platéia. Na verdade, eu fui na parte da tarde somente, mas pude ver e rever muita gente boa e querida para mim.

Em um determinado momento, conversando com Juliano Spyer e Rene de Paula Jr, tive a sensação de que “todo mundo da internet brasileira está aqui”. Ao ouvir este comentário, Rene discordou: “quem faz o site da Caixa Econômica Federal está aqui? E do Itaú? e do Real? e da Receita Federal?”. E ele está correto, porque internet é um negócio muito maior do que o ambiente em que normalmente circulamos.

Esta sensação de que “a verdade está lá fora” foi aumentando e hoje, eu vi este gráfico que foi apresentado pelo Mr. Manson. Surpreendente, não? (Disclaimer: eu sei que corro o sério risco de virar mais um pato do cara, mas viver é correr perigos, vamos embora).

Além disto, fico muito com o pé atrás quando assumimos certos números do universo de usuários de internet no Brasil como absolutos e consistentes. Quando eu escuto “são 45 milhões de usuários residenciais, com 70% com internet banda larga em casa” (não sei se os números corretos são estes, ok, mas vamos assumi-los para efeitos de exemplo), eu lembro de minha mãe que tem um bom computador, comprado neste ano, tem banda larga e faz parte deste número aí. Só que a experiência dela como usuária de internet é fazer pesquisas no Wikipedia, para os trabalhos escolares dos meus sobrinhos. Se eu preciso mandar um e-mail para ela, eu teho que, assim que encaminho a mensagem, pegar o telefone e avisá-la para abrir a caixa postal. Ela não lê e-mails, ela não participa de redes sociais, ela não usa msn.

É também importante relembrar que para um número CONSIDERÁVEL de usuários de internet, sua experiência resume-se a internet banking, orkut, msn e e-mails. São milhões de usuários que não estão ao alcance das estratégias das agências de mídias sociais, porque, enfim, tendemos a olhar para os nossos umbigos e para as arrobas alheias.

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Por Maurício Gaia
30 de October de 08

No Digital Age | Diretores de Agências dizem que Redes Sociais são bons lugares para seduzir

Conversa entre Mentor Muniz Neto, vice-presidente de criação da Bullet; André Matarazzo, diretor de criaçao da Gringo; Suzana Apelbaum, sócia e diretora de criação da Hello Interactive; Paulo Cesar Queiroz, vice-presidente de mídia da DM9DDB, moderada por Michel Lent Schwartzman, fundador e VP de criação da 10′Minutos S.A.

Métricas são um assunto muito importante. Me parece que a idéia geral é que, enquanto as agências sempre disseram que a internet era melhor porque tem métricas, elas nem sempre funcionam, porque a quantidade de cliques ou outras características não dão conta da “mágica” subjetiva que as ações na internet provocam.

Outra questão importante é o uso de novidades, como um dia foi o second life e hoje seria o twitter. No final, o importante é como usar essas tecnologias para criar benefícios, valor, retorno sobre o investimento do anunciante.

E as redes sociais aparecem como um bom canal de comunicação e engagement para provocar conversas entre as marcas e os consumidores. Susana diz que no início, mídias sociais e ações virais eram tratadas como uma mídia barata e que dá bastante resultado, mas não é bem isso. Há de se descobrir uma linguagem, ser relevante e não ser invasivo.

Paulo diz que rede social não é um lugar para se usar como mídia, mas para seduzir. Ele diz que nas redes sociais o caminho é fazer uma coisa legal e deixar free, para as pessoas usarem, e não se meter.

André Matarazzo citou OpenSocial Widgets no Orkut como uma boa maneira de entrar nas mídias sociais com relevância.

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Por Gilberto Jr
1 de October de 08

Liveblogging no Digital Age | Seth Godin: Redes Sociais são ouro

Em sua palestra, Seth Godin diz que a grande idéia para um bom marketing é o produto em si. Um bom produto é algo sobre o que as pessoas querem falar a respeito.

Quando perguntado se as Redes Socials combinam com as marcas, com a comunicação das marcas, ele diz que, se você produz algo interessante, algo que se destaca, algo que as pessoas querem falar a respeito, Redes Socias são puro ouro, porque é lá que as pessoas vão espalhar a notícia sobre seu produto.

Ele diz que as marcas precisam criar um “movimento” do qual as pessoas queiram fazer parte, e que as redes sociais são um grande ambiente para engajar o consumidor nestes movimentos.

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Por Gilberto Jr
1 de October de 08

Estivemos na O’Reilly Web 2.0 Expo New York 2008. A infra da web 2.0 está amadurecendo.

Ver empresas como IBM, HP e Microsoft junto com tantas startups em um evento de Web2.0 da O’Reilly é mais ou menos como ver um político na MTV.

Pode ser difícil de assistir. O jargão pode até estar certo, mas ainda fica a sensação de que alguma coisa está errada. Eles estão lá pelo mesmo motivo que todo mundo: a “social web” é agora um negócio gigante.

Funcionalidades sociais estão cada vez mais padronizadas e personalizáveis, on-demand, com métricas e monitoramento, e com widgets. A infra-estrutura para desenvolver e manter aplicativos sociais se proliferam quase tão rápido quanto add-ons para twitter. É por isso que os gigantes estão lá, claro. Mais opções de escolha significa também mais complexidade, mais horas de trabalho, e claro, mais dinheiro.

Bons desenvolvedores e pequenas companhias vão continuar a inovar muito, mas agora eles também têm a vantagem de ter uma infra-estrutura on-demand. Até os mash-ups, uma das coisas mais características da web 2.0, já atingiram um alto grau de maturidade.

Kapow, uma empresa que se diz líder do mercado em  “mashup and feed serving”, oferece um serviço on-demand para colher dados na web, mining e apresentação como um web service. Está tudo lá: REST, WADL, RSS e ATOM. E do outro lado da cerca, a Mashery ajuda as companhias a desenvolver e manter APIs para seus conteúdos e web services.

Mas quanto mais as coisas mudam, mais continuam do mesmo jeito, claro. Engajar o usuário de maneiras novas e interessantes ainda é tão difícil quando sempre foi. A infra estrutura para fazer isso, no entanto, está crescendo rápido.

(Esta postagem foi traduzida por Gilberto Jr, veja abaixo a versão original. Aliás, vocês se importam se a gente postar em inglês mesmo em vez de traduzir?)

(more…)

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Por Michael Nickas
22 de September de 08

Redes Sociais têm mais audiência que pornografia na Internet

É comum ouvirmos falar que a pornografia é de longe o tipo de conteúdo mais acessado na internet. Bem, segundo o pesquisador Bill Tancer, essa era passou.

Ele diz no msnbc que a audiência da pornografia caiu de 20% há dez anos para 10% hoje em dia, e que as Redes Sociais são agora o tipo de conteúdo mais popular na internet. “Minha teoria é que os jovens passam tanto tempo em redes sociais que não sobra tempo para conteúdo adulto”, diz o Pesquisador.

Bill, que recentemente lançou o livro “Click: What Millions of People Are Doing Online and Why it Matters”, também mantem um interessante blog, com análises de métricas, principalmente de busca, sobre diversos assuntos como política nos EUA.

Isso demonstra com números concretos o que nosso bom sendo - e nossas espiadinhas no comportamento de usuários em lanhouses e internet cafés por aí - tem dito faz tempo: hoje as redes sociais são as campeãs de audiência na internet.

Embora o conteúdo adulto movimente muito dinheiro, não há muito “clima” para aproveitar esta enorme audiência com publicidade, tanto é que quase todas as redes de anúncios (como o Adsense) proíbem o conteúdo adulto.

Enquanto isso, as redes sociais estão se tornando não somente um dos principais canais de comunicação entre as pessoas, certamente o principal entre os jovens, mas também um excelente canal de interação entre consumidores e suas marcas favoritas.

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Por Gilberto Jr
16 de September de 08

API do Google usa Microformats para abrir o Grafo Social

Brad Fitzpatrick, um dos criadores do OpenID, que agora trabalha no Google, lançou uma boa novidade: uma API que aproveita microformats como XFN e FOAF para descobrir as relações que existem entre pessoas na internet.

Como esses microformats, além de fazer simplesmente um link para um blog de um amigo, eu posso dizer no código do link que eu sou amigo do dono do blog para onde estou linkando, e o mesmo em redes sociais. É como se fossem tipos de links, como links para amigos, links para mim mesmo, links para parentes…

Assim, utilizando estes dados públicos, a API SocialGraph pode ajudar um usuário que acaba de entrar em um serviço a descobrir quem são seus amigos que já participam daquele serviço.

Este é um grande passo para uma abordagem mais livre das redes sociais, pois as relações que eu tenho com meus amigos, o meu grafo social, não podem ser controladas por uma rede social, eu devo poder usar estas relações que criei em qualquer meio que eu quiser.

Com APIs como estas, em pouco tempo será fácil transitar entre uma rede social nova e outra, podendo encontrar todos os nossos amigos onde quer que estejamos, sem precisar convidar todos por email toda vez. Será uma internet onde nenhuma rede é dona dos usuários, eles serão donos do próprio corpo-social-virtual: para ir e vir livremente.

Para saber mais, veja a introdução do próprio Brad no vídeo abaixo (em inglês) e leia este artigo no prati.ca que fala sobre a abertura do grafo social.

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Por Gilberto Jr
9 de September de 08

Lançamento Amanaiê: Minha Loja é um shopping social dentro do orkut.

Temos o orgulho de anunciar mais um novo aplicativo lançado pela Amanaiê: Minha Loja.

O Minha Loja é um aplicativo que permite ao usuário ter uma loja virtual completa no seu perfil no Orkut. Além de poder mostrar seus produtos, por ser integrado com o serviço de pagamentos online PagSeguro da UOL, o aplicativo permite que o dono do perfil receba pagamentos por cartão de crédito, débito ou boleto bancário de maneira fácil e segura.

O Minha Loja permite ainda que uma pessoa veja os produtos que seus amigos que também usam o aplicativo publicaram, formando uma espécie de Shopping Social, no qual há uma rede de confiança já construida a partir dos amigos que a pessoa tem no orkut. Organizados por tags, os produtos também podem ser vistos por qualquer usuário do aplicativo, além dos amigos.

Observamos que é bem comum pequenos vendedores venderem mais seus produtos para os amigos, para sua própria rede de relacionamentos do que para pessoas desconhecidas. O Minha Loja é uma maneira de transportar essa prática para a linguagem da internet e das redes sociais, tornando fácil ao vendedor mostrar o que está vendendo, receber o dinheiro de maneira segura com várias formas de pagamento e facilitando também para quem quer comprar, que poderá até parcelar a compra em várias vezes no cartão de crédito com o PagSeguro.

Assim, quem produz artesanatos ou quer vender produtos usados que tem em casa, ou até mesmo donos de um pequenos comércios, poderão ter uma loja completa e gratuita, sem limites, no seu perfil e utilizar o tráfego que já gera - as pessoas que visitam seu perfil - para vender seus produtos. A rede social, que já é o centro da vida de muitas pessoas na internet, torna-se a maneira que ela usa para publicar, divulgar e vender seus produtos.

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Por Gilberto Jr
7 de September de 08



Blog PorDentro

O blog da Amanaiê, com análises e tendências sobre OpenSocial, Widgets, SocialMídia e Redes Sociais.

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